sábado, 29 de dezembro de 2012

Poema de Adriano Augusto



VIVER E MORRER DUAS VEZES !
Adriano Augusto Da Costa Filho
 
Quando se nasce, já vivíamos,
Quando morremos, já nascemos.
Nascemos e sempre morremos,
Com certeza nunca saberemos !
 
 
Ao nascer já existíamos,
E nesse dia já morremos.
Pelo mundo continuaremos
Na eternidade e seus ermos !
 
 
Todos os dias vemos fugir as horas,
Que as mortes elas as devoras.
Vivemos num mundo de enganos
Com certezas à luz dos desenganos !
 
Não existe vencedor, nem vencido,
Todos morrem, o fraco e o atrevido.
Morrem os feios e os bonitos,
Os bondosos e os malditos !
 
 
Os bons irão para o Paraíso,
O Diabo aos maus dá um sorriso.
Não existe o Céu, nem o Paraíso.
Só a sepultura e o seu piso !
 
Teremos sorrisos e ventura,
A alegria pouco tempo ela dura.
Vivemos numa selva escura,
Ficaremos fechados numa sepultura !
 
 
Fomos criados a bilhões de anos,
Para passarmos em tempos insanos.
Vivemos rindo e chorando
E os anjos nos apaziguando !
 
Olhar o Céu e ver a Lua,
Mas, a realidade é nua e crua.
Ela está ali por um momento,
A enganar nosso pobre pensamento !
 
Mas, ao nascermos já morremos,
E ao morrermos nós já vivemos.
Cada dia que passa é um dia a menos,
Para a Eternidade isso é de somenos !
 
ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO
Casa do Poeta de São Paulo
Movimento Poético Nacional
Academia Virtual Poética do Brasil
Academia Poços-Caldense de Letras-MG
Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MERCADO CHICO MOURÃO //DALINHA CATUNDA



MERCADO CHICO MOURÃO
DALINHA CATUNDA

Não sou nascida no Ipu,
Mas ipuense de coração.
Lamento ver o descaso,
Manchando a tradição.
Lamento que mercadores
Da não cultura atores,
Propaguem a destruição.

Quem vende sua história
Por ela não tem afeição.
E o mercado do Ipu,
Não é peça de leilão!
É um recinto sagrado,
Não deve ser profanado,
São brados da população.

Em prol do velho mercado,
Protesta cada cidadão,
Que tem apego aos bens,
Conquista de seu rincão.
Sepultar sua história
É riscar da memória
Tijolos de uma construção.

Por isso essa revolta,
Eu tenho como minha.
Levanto minha bandeira
Com vocês na mesma linha.
Junto a Soares e mourão,
Pontes, Ximenes e Aragão
Protesta também Dalinha.

O Velho mercado do Ipu,
Tem nome tem tradição.
É chamado pelo seu povo,
Mercado Chico Mourão.
Celeiro de muitas histórias,
Que o povo traz na memória
Não venda! Não perca a razão!