sexta-feira, 26 de julho de 2013

LUA CLARIDADE /// MALU MOURÃO

 

 Lua clara...
Claridade!
Que no céu enfeita a vida,
A banhar de suavidade
A lembrança mais querida.

 

Lua clara...
Claridade!
Com seu raio prateado,
Arranque-me esta saudade,
Que sinto de meu amado.

 
Lua clara...
Claridade!
Escute a minha dor,
Leve-me esta ansiedade
E traga de volta meu amor.

 
Lua clara...
Claridade!
Minha fiel companhia,
Não deixe esta realidade
Tirar-me da vida a alegria.

(imagem da internet)


sábado, 29 de dezembro de 2012

Poema de Adriano Augusto



VIVER E MORRER DUAS VEZES !
Adriano Augusto Da Costa Filho
 
Quando se nasce, já vivíamos,
Quando morremos, já nascemos.
Nascemos e sempre morremos,
Com certeza nunca saberemos !
 
 
Ao nascer já existíamos,
E nesse dia já morremos.
Pelo mundo continuaremos
Na eternidade e seus ermos !
 
 
Todos os dias vemos fugir as horas,
Que as mortes elas as devoras.
Vivemos num mundo de enganos
Com certezas à luz dos desenganos !
 
Não existe vencedor, nem vencido,
Todos morrem, o fraco e o atrevido.
Morrem os feios e os bonitos,
Os bondosos e os malditos !
 
 
Os bons irão para o Paraíso,
O Diabo aos maus dá um sorriso.
Não existe o Céu, nem o Paraíso.
Só a sepultura e o seu piso !
 
Teremos sorrisos e ventura,
A alegria pouco tempo ela dura.
Vivemos numa selva escura,
Ficaremos fechados numa sepultura !
 
 
Fomos criados a bilhões de anos,
Para passarmos em tempos insanos.
Vivemos rindo e chorando
E os anjos nos apaziguando !
 
Olhar o Céu e ver a Lua,
Mas, a realidade é nua e crua.
Ela está ali por um momento,
A enganar nosso pobre pensamento !
 
Mas, ao nascermos já morremos,
E ao morrermos nós já vivemos.
Cada dia que passa é um dia a menos,
Para a Eternidade isso é de somenos !
 
ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO
Casa do Poeta de São Paulo
Movimento Poético Nacional
Academia Virtual Poética do Brasil
Academia Poços-Caldense de Letras-MG
Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal